Proporção de empresas em dificuldade regista queda

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A proporção de empresas que enfrentaram alguma barreira em Janeiro de 2019 reduziu ligeiramente para 1%, relativamente ao fecho do ano passado, facto que esteve em linha com o Indicador de Clima Económico que aumentou.

Essa queda de empresas com constrangimentos foi influenciada, principalmente, pela diminuição da frequência relativa de empresas com limitação de actividade nos sectores da construção (38%) e da produção industrial (30%), indica o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Porém, os sectores de transportes (32%), outros serviços não financeiros (21%) e de comércio (18%) registaram um aumento da frequência de empresas com dificuldades, enquanto as firmas dos ramos de alojamento, restauração e similares registaram uma estabilização.

No geral, a conjuntura da economia moçambicana, expressa pelas opiniões de agentes económicos quase que estabilizou em Janeiro, mantendo a trajectória ascendente pelo quarto mês consecutivo, tendo o saldo se situado ao nível da média da respectiva série temporal. Esse aumento ténue da confiança dos homens de negócios deveu-se ao incremento dos indicadores de perspectiva do emprego e da procura no mesmo período de referência, refere o INE.

Em termos sectoriais, a avaliação do clima económico no início do ano, deveu-se, sectorialmente, ao bom andamento do indicador nas actividades económicas de comércio, de construção, dos outros serviços não financeiros, bem como no sector de alojamento, restauração e similares que suplantaram as avaliações negativas registadas nos serviços de transportes e ainda na área da produção industrial.

Construção em alta

Muitas empresas do ramo de construção em Moçambique, fecharam o ano passado com as contas no vermelho, em parte devido aos atrasos e/ou falta de pagamentos por parte do Governo.

Este ano, a confiança começou em alta. Segundo o Instituto Nacional de Estatística, em Janeiro, o indicador que mede o pulsar empresarial do sector da construção registou um aumento ligeiro, interrompendo assim avaliação desfavorável que vinha registando nos últimos três meses de 2018, tendo o respectivo saldo se situado acima da média da sua série temporal.

Este comportamento favorável do sector em análise foi influenciado pelo incremento de todas as componentes do indicador síntese do sector, com maior destaque em termos de amplitude para a perspectiva de emprego que se expandiu no período em análise.
Em linha com o indicador sectorial, a actividade actual e as perspectivas de facturação do sector aumentaram ligeiramente, num clima de quebra das perspectivas de preços no mês em análise.

Cerca de 38% das empresas do sector sofreram no mês em referência alguma limitação no desempenho normal da sua actividade, o que representou 10% de redução de empresas em dificuldades face ao mês anterior.  Os principais obstáculos do sector continuaram a ser a baixa procura com 32%, a falta de acesso ao crédito com 16%, condições climatéricas desfavoráveis também com 16% e os outros factores não especificados (27%).

Fonte: O País

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