Moçambique: Moody´s justifica patamar “lixo” de Moçambique com economia fraca e falta de diversificação

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A agência de notação financeira Moody’s considerou hoje que a avaliação de “lixo” atribuída a Moçambique reflete a fraqueza da economia e combina a limitada diversificação com o forte crescimento previsto devido à exploração de recursos naturais.

Em Janeiro deste ano, a agência de notação financeira Moody’s colocou Moçambique no nível mais baixo da recomendação para receber investimentos, Caa3, o conhecido patamar “lixo”.

Na análise divulgada esta terça-feira, que pretende averiguar se os ‘ratings’ atribuídos a vários países e bancos africanos estão adequados não só aos pares, mas também às condições da economia, os peritos da Moody’s escrevem que “a ‘Muito Baixa’ força institucional de Moçambique está baseada no fraco ranking nos Indicadores de Governação Mundiais para além do histórico de fraca governação e de incumprimento financeiro”.

Para o caso do perfil de crédito de Moçambique, os analistas da Moodys citados pela plataforma Notícias ao Minuto, escrevem que o mesmo reflecte a ‘Baixa’ força da economia, equilibrando a limitada diversificação da economia, o baixo rendimento ‘per capita’, assim como o forte crescimento apoiado na exploração dos recursos naturais”.

Por outro lado, acrescentam, a análise de ‘Muito Baixa’ relativa à capacidade financeira, “reflete a dívida pública e os défices orçamentais elevados, bem como os riscos cambiais”, ao passo que a susceptibilidade ‘Muito Elevada’ a eventos de risco motivados pelo risco de liquidez resulta de um acesso extremamente limitado a financiamento.

Fonte: Jornal “O País”

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