Moçambique: Banco Central sobe taxa de reservas em moeda estrangeira

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Face aos novos riscos externos, em particular, a volatilidade do dólar norte-americano no mercado internacional, o Banco de Moçambique (BM), decidiu esta quarta-feira, aumentar o coeficiente de reservas obrigatórias em moeda estrangeira em 900 pontos base, para 36%. A medida têm efeitos a partir de hoje, assim deliberou o Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco Central, que reuniu-se em sessão extraordinária.

Referira-se, que um aumento da taxa de reservas obrigatórias significa a redução da quantidade de depósitos da moeda, levando a contracção da oferta da mesma no mercado.

Em nota divulgada em seu site oficial, o Banco de Moçambique informa que decidiu, igualmente, manter a taxa de juro de referência, taxa MIMO, em 14,25%, tendo mantido as taxas da Facilidade Permanente de Depósitos (FPD) e da Facilidade Permanente de Cedência (FPC) em 11,25% e 17,25%, respectivamente, bem como o coeficiente de Reservas Obrigatórias para os passivos em moeda nacional em 14%.

“A decisão de manter a taxa MIMO justifica-se pelo facto de a inflação permanecer baixa e estável, e a respectiva projecção para o curto e médio prazos indicar que poderá situar-se em torno de um dígito até ao final do ano”, refere o Banco Central.

Contudo, dada a probabilidade de uma possível aceleração da inflação, caso o ambiente externo continue a deteriorar-se, o CPMO considera oportuno ajustar a sua postura de política monetária de modo a contribuir para a preservação da estabilidade macroeconómica.
Sobre o indicador de custo de vida (inflação), a actualização das projecções, com realce para o comportamento do dólar no mercado internacional, aponta para a possibilidade da sua aceleração, sem, contudo, sair da banda de um dígito.

“Neste contexto, o CPMO considera que a evolução da inflação e os fundamentos macroeconómicos prevalecentes justificam a manutenção da taxa MIMO. Entretanto, perante o agravamento de riscos externos, mostra-se necessária a tomada de medidas de política que permitam mitigar o efeito dos choques a eles associados sobre o comportamento futuro da taxa de câmbio e, consequentemente, sobre a inflação”, lê-se na nota.

Acrescentando, que o mercado cambial doméstico está sob pressão crescente. O dólar norte-americano, depois de ter fechado o ano de 2018 em 61,43 meticais, regista, desde Janeiro, uma tendência para depreciação, tendo sido cotado em 62,73 meticais no fecho de 05 de Março de 2019, correspondente a uma variação acumulada de 2,12%. Relativamente ao rand, passou de 4,25 meticais para 4,43 meticais no mesmo período.

Fonte: Jornal “O País”

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