Angola: Governo passa a subvencionar combustíveis para agricultura

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O ministro da Agricultura e Florestas, Marcos Alexandre Nhunga, avançou quinta-feira, em Benguela, que a subvenção aos combustíveis deve entrar “em execução a partir da campanha agrícola 2019/2020”.

O governo já anunciou que a subvenção vai cobrir 45 por cento dos gastos com combustíveis nos referidos sectores.
Nhunga considerou, citado pela Angop, que a aprovação da subvenção aos combustíveis destinados à agricultura e pescas é uma “decisão histórica e corajosa do Executivo”. Falta agora perceber como vai funcionar esta iniciativa no terreno e de que forma os produtores vão ter acesso aos combustíveis subvencionados.
O ministro da Agricultura, Pecuária e Florestas participou no painel número dois do Fórum Económico Angola/Portugal intitulado “Financiamento ao sector privado”, com a moderação de João Traça, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Angola/Portugal.
Para além de Marcos Nhunga, também estiveram presentes no mesmo painel, Abraão Gourgel (presidente do Conselho de Administração do BDA – Banco de Desenvolvimento de Angola) e Marta Luiz, presidente do Conselho de Administração da Sociedade para o Financiamento do Desenvolvimento (SOFID), de Portugal.

Financiamento disponível

O presidente do Conselho de Administração do BDA, Abraão Gourgel, afirmou em Benguela que a instituição que dirige reformulou os moldes de atendimento aos clientes, visando maior interacção e proximidade.
“Estamos a oferecer uma taxa de juro 50 por cento mais baixa do que a praticada pela banca comercial. Todos os projectos dependem da negociação individual. Os projectos para o sector agrícola têm a possibilidade de aceder a um período de carência que pode atingir os seis anos, dependendo do tempo previsto para a recuperação do capital injectado em determinado projecto”, disse Abraão Gourgel.
Para melhorar a actuação do banco para com os seus clientes, acrescentou, o BDA reforçou-se com uma área de fiscalização, cujos técnicos vão até ao terreno e dialogam com os investidores, aferindo tanto a aplicação dos recursos como possíveis constrangimentos.
Já a homóloga portuguesa, Marta Luiz, presidente do Conselho de Administração da Sociedade para o Financiamento do Desenvolvimento (SOFID), deu a conhecer que Portugal inseriu no seu Orçamento Geral do Estado uma verba de 400 milhões de euros destinados ao chamado “Compacto Lusófono”.
No compacto lusófono, segundo Marta Luiz, só são admissíveis projectos provenientes de países que falam a língua portuguesa, facto que pode interessar aos empresários angolanos.
O Fórum Económico Angola/Portugal foi realizado em alusão à visita de Estado que o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, realiza a Angola.

Praga provoca escassez de tomate

O presidente da Associação de Hotéis e Resorts de Angola (AHRA), Gabriel Neto, sublinhou a escassez de tomate no mercado local devido à praga “Tuta Lagarta”, facto que tem pressionado o aumento dos preços nos principais mercados.
“Temos que encontrar soluções. Neste momento, aquilo que sabemos é que os agricultores da faixa litoral centro/sul (Benguela, Cuanza -Sul e Namibe) não têm acatado as indicações dos técnicos, já que não variam a produção ao longo dos tempos”, afirmou Marcos Nhunga, citado pela Angop.
Entretanto, o ministério da Agricultura, Pecuária e Florestas prometeu encaminhar para a província de Benguela, dentro de pouco tempo, uma equipa de técnicos para, no terreno, verificar e dar a solução necessária à “Tuta Lagarta”, que há aproximadamente cinco anos tira o sono aos produtores, informou o titular da pasta, Marcos Nhunga.
A Tuta Lagarta (também conhecida por Tuta Absoluta) é uma praga conhecida em países com climas tropicais e que ainda não foi objecto de uma acção definitiva por parte da tutela, dos produtores e das associações do sector agrícola.

Fonte: Jornal de Angola

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